João Carlos e Rosângela formavam, com seu filho Gabriel, uma família tranqüila. Em 1996, Deus colocou
em seus corações que deveriam ter mais um filho, para que a felicidade fosse ainda maior. Dessa maneira, em 1997, o bebê
tão querido foi tornando-se realidade. Foi uma gestação tranqüila, saudável e amorosa. Todos os exames foram feitos e todos
davam resultados normais. Tudo correu bem até o 8º mês. Nesse momento, fomos avisados que nosso bebê nasceria com algumas
anomalias e ninguém sabia se poderia sobreviver. O parto foi marcado às pressas, com um mês de antecedência, pois o bebê não
estava mais recebendo oxigênio. Porém, mesmo em situação de intenso sofrimento, Deus não nos abandonou.
Hoje, Moisés
Gomes da Cunha é um belo menino de 12 anos, nascido em 10/4/98 , na Tijuca, no Rio de Janeiro. Logo ao nascer, foi levado
para a UTI do Hospital Pan Americano, a TIPE, e recebido pelo Dr. José Carlos e toda a equipe. Moisés apresentava hipertensão
pulmonar, pneumonia, entre outras coisas e seu quadro era bastante grave, mas graças a Deus, Moisés é um lutador nato. Após
66 dias, ele estava em casa. Porém, a luta havia apenas começado. Até hoje, Moisés teve 7 pneumonias, 1 parada cardio-respiratória,
algumas paradas respiratórias, 10 internações. Com 1 ano e 6 meses fez a primeira cirurgia de reconstrução do crânio
com o Dr. Ricardo Cruz, no Instituto Fernandes Figueira. Com 3 anos, em 23/5/2001, fez a cirurgia de fechamento do palato,
com a Drª Keyla Silva. Foi realizada no dia 28/2/2002 a cirurgia para separação de dedos, na Prontobaby, Tijuca.
Foram separados o polegar da mão esquerda e o mínimo da mão direita, além de liberar um pouco mais o polegar da mão direita.
A cirurgia foi realizada pela Drª A.C.O.V e foi um sucesso, graças a Deus e à competência da médica. Em 22/02/2008, aos 9
anos, para corrigir um problema nos ossos do pé que estavam dificultando seu caminhar passou por mais uma intervenção
cirúrgica. A mais recente aconteceu em 28/2/2010 para separar o polegar e o mindinho da mão esquerda.
Ainda hoje, Moisés continua um lutador. As internações cessaram
por completo. Seu desenvolvimento só não é mais intenso porque ele também é portador de sequelas derivadas da Síndrome
de West. Essa síndrome se deve, provavelmente, em conseqüência da falta de oxigênio ocorrida em seu nascimento. Além disso,
aos 6 meses de vida, Moisés teve uma parada cardio-respiratória, ficando alguns longos minutos sem oxigenação, até receber
socorro médico. Isso veio a agravar seu quadro. Hoje ele apresenta uma melhora significante, mas ainda não fala, porém
já anda sozinho e seu entendimento está muito bom, conseguindo entender o que falamos e também já sabe como se fazer
entender.
Em virtude de sua dificuldade respiratória, Moisés utiliza uma cânula de traqueostomia e também um botton
para alimentação, visto que não consegue coordenar os movimentos de mastigar e engolir e ainda respirar. Para ele tudo isso
é muito complicado, por enquanto. Há previsão para que ele tire a cânula e o botton, só não sabemos quando.
Porém,
queremos deixar claro que estas não são características da Síndrome de Apert. Algumas crianças têm necessidade de traqueostomia
por algum tempo, mas não é uma regra da síndrome. Moisés é um caso que envolve não só Apert como também West.
Lembrem-se
de que cada caso é um caso. Antes de qualquer coisa, o médico é que deve ser consultado.
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